Dança dos Ursos - Evolução

Dança dos Ursos - Evolução

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Franco Charais



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Português
O General do Exército Franco CHARAIS nasceu no Porto, em 1931. Foi membro do Conselho de Estado e do Conselho da Revolução e Comandante Geral do Centro de Portugal, após a Revolução de 25 de Abril de 1974. Depois de passar 14 anos como Director Técnico de um projecto de cooperação com antigas colónias Portuguesas, decidiu dedicar-se à pintura. Desde 1994 ele tem exposto o seu trabalho em muitas das cidades Portuguesas, mas também na Espanha, Alemanha, Áustria, França, Japão e América. Foi convidado como pintor de honra no “1 º Salão d’Arts Plastiques de Angouleme” em França, em Maio de 2001. É membro da Sociedade Nacional de Belas Artes. Autor do livro “O Acaso e a História”.

Na sua evolução o homem limitou os seus movimentos nómadas para se dedicar à pastorícia e fixou-se num território mais pequeno. Criou aglomerados, maiores ou mais pequenos, de homens, mulheres e crianças e, para os seus contactos, caminhos de ligação criados pelos seus próprios pés. A transformação do meio ambiente está manifestamente presente tendo como protagonista o homem que evolui, caminhando para o futuro. Estas povoações espalham-se por todo o corpo do urso e os caminhos que os ligam foram desenhados por pegadas de homem. Representa-se por este meio uma dinâmica, um movimento, uma mudança. Na evolução da sua nova maneira de viver, domou e criou animais, para a sua alimentação, auxilio no seu trabalho da terra e sua própria segurança. Caminha para algo melhor, evoluindo. O urso parece escapar a este esquema mantendo um certo afastamento do homem, só interrompido pela fome, atraído aos lugares que ele habita. A sua força e resistência são transmitidas nestas imagens. No seu dorso representados dois lagos, nascendo do maior, em cascata, um rio. No grande lago um urso parece afogar-se, pelo que os seus urros atraem animais e pescadores. Na cascata e rio os ursos tentam pescar, sendo com a água e os peixes elementos preponderantes. O próprio urso tridimensional tem um peixe na boca que parece comer com prazer e onde está bem presente a sua mensagem de força. Vemos sinais dos homens e dos ursos pelas pegadas deixadas ao longo dos caminhos, onde o movimento se transmite. O homem avança e evolui pela sua caminhada no tempo, primeiro como caçador que se dirige para o rio encontrando-se inevitavelmente com os ursos. Na traseira do urso mulheres dançam com um urso amestrado, o homem evoluiu, o animal selvagem foi dominado. Todas estas figuras são inspiradas em pinturas rupestres.

English
Army General FRANCO CHARAIS was born in Porto, in 1931. He was member of the Council of State and Council of Revolution and General Commandant in Centre Portugal, after the April 25th 1974 Revolution. After spending 14 years as Technical Director of a cooperation project with former Portuguese colonies, he decided to dedicate himself to painting. Since 1994 he has exhibited his work in many cities across Portugal, but also Spain, Germany, Austria, France, America and Japan. He was invited as painter of honour in “1º Saloon d´Arts Plastiques of Angoulême” in France in May 2001. He’s a member of National Society of Fine Arts. Author of the book “O Acaso e a História”.

In its evolution man confined his nomadic movements to concentrate on sheep-herding and took up a smaller territory. He created clusters, larger or smaller, of men, women and children and for their contacts, connection paths created by their own feet. The transformation of the environment is clearly present having the evolving man, moving towards the future, as the protagonist. These villages are spread throughout the bear’s body and the paths that connect them were drawn by the feet of man. Representing in this way a dynamic, changing movement. In the evolution of their new way of living, he tamed and raised animals for food, help in his work of the land and his own safety. A way to something better, evolves. The bear seems to escape this pattern by maintaining a certain distance from man, only interrupted by famine, attracted to the places he inhabits. Its strength and resistance are transmitted by these images. In its back two lakes are represented, the largest forms in waterfall and a river. In the big lake a bear seems to drown, and his screams attract animals and fishermen. In the cascading river bears try to fish, and along with water and fish are predominant features. The bear three-dimensional itself has a fish in the mouth that he seems to eat with pleasure and its message of strength is very present. We see signs of humans and bears in the footprints left along the tracks, where movement is transmitted. The man moves forward and evolves in his journey through time, first as a hunter who goes to the river and inevitably meets with the bears. In the back of the bear women dance with a domesticated bear, man evolved, the wild animal was dominated. All these figures are based on cave paintings.